Uma Nova Arquitetura Organizacional

Uma Nova Arquitetura Organizacional

Várias webinars vem acontecendo desde quando surgiu a pandemia, muitas rasas/superficiais.

Mas nesta semana, uma em especial me chamou a atenção, onde alguns parceiros debateram o atual cenário. Muitas de suas percepções vêm ao encontro do que é nosso entendimento (pelo menos neste momento), as quais gostaríamos de dividir com nossos amigos.

Adaptação, boas pessoas, foco em resultados rápidos e liquidez devem o foco de priorização das empresas dentro de um novo modelo organizacional.

Empresas que ainda possuem estruturas pesadas, com processos de tomada de decisões lentos e sem tempo para investir em uma cultura de inovação que realmente permeie por todos os níveis da empresa e não somente a um “ departamento de inovação” estão sofrendo mais e precisarão correr mais que aqueles concorrente que dedicaram algum tempo atrás a estes pontos focais.

Tomaz Zinner – ex0-Presidente do Unibanco na sua contribuição para livro de Tom Peters – Tempos loucos exigem organizações malucas, já falava;

Para obter sucesso em tempos loucos, as empresas precisam se adaptar rápido ao novo ambiente.  O  fator fundamental será a inovação constante e a valorização permanente da inteligência e da imaginação.”

O discurso parece ser atual, mas o livro foi escrito na década de 90 e por incrível que pareça a receita se enquadra perfeitamente ao momento atual.

As empresas precisam urgentemente repensar seus mindsets sobre seus modelos de gestão. Isto é para ontem.

Os antigos modelos de PE – planejamentos estratégicos, baseado na matriz de SWOT estão ultrapassados.  É preciso romper com estes modelos jurássicos que foram criados a várias décadas atrás. Eles serviram para ambientes de negócios completamente diferentes dos atuais.

Sempre bom lembrar que a estratégia depende da velocidade e forma de execução  - (fazejamento) e isto depende de vários personagens, além destes “iluminados “ que se reúnem  em longos intervalos de tempo para avaliar o nível de efetividade das ações definidas e de outros fatores relacionados à cultura de valor, inovação e gente.

Novas competências e novas estratégias se impõe neste momento. Como dizia meu ex-Presidente da Bunge – Sergio Waldrich:

Glórias do passado não garantem teu presente e nem teu futuro”

Um dos elementos fundamentais neste novo cenário são as pessoas (não colaboradores, são profissionais e devem ser bem tratados e bem remunerados), pois elas são os verdadeiros agentes de transformação cultural de qualquer modelo de negócios. Neste momento eles são os mais afetados)

Pessoas felizes entregam resultados melhores e podem implantar as novas estratégias mais rápido e de forma efetiva. Para tanto é preciso que as empresas tenham um sistema de gestão de pessoas robusto em termos de desenvolvimento, valorização e reconhecimento delas, principalmente daquelas que entregam resultados superiores. A régua de exigência deve estar sempre alta, pois do contrário as empresas terão o chamado sub desempenho satisfatório.

Aqui entra também o modelo de lideranças. É preciso criar um novo modelo. O velho Comando & Controle, muito vivo ainda, deve dar um lugar para que surjam líderes que sejam verdadeiramente inspiradores, que tenham forte comprometimento e alinhamento com a disseminação do Propósito da empresa e acima de tudo o compromisso com o social.

Finalizando, como diz a musica do Lulu Santos;

“...nada do que foi será de novo do jeito como já foi um dia.... tudo muda o tempo”.

É com base nestas percepções que nosso entendimento é da necessidade das empresas repensarem em nova uma nova arquitetura organizacional – propósitos, modelos de processos de decisão, estratégias de negócios, sistemas de pessoas, inovação, etc.

Este conjunto é que determinará o novo VALUATION da empresa.

O caminho é um só, remodelar para pode seguir em frente.

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