Um olhar para Jovens Talentos

Um olhar para Jovens Talentos

Constantemente nos é exemplificado cases de diversas empresas do mercado sobre a gestão de custos, pessoas, performance, recrutamento ou diversos outros indicadores comuns no ramo de negócios.

Analisamos histórias vivenciadas em um ambiente altamente competitivo, veloz e dinâmico. Muito do sucesso de uma organização é associado às pessoas . .

As empresas buscam profissionais arrojados, resilientes e dinâmicos para encarar os enormes desafios impostos pelo mercado de trabalho, porém na prática encontrar esses profissionais, não é tão simples assim.

São tantas competências requeridas pelas empresas que muitas vezes esses jovens sequer tiveram a oportunidade de se desenvolver frente a elas. São um diamante bruto em um cenário altamente competitivo.

O primeiro emprego de um jovem tem muita importância e peso, haja vista o seu primeiro passo em direção à vida adulta, em busca de conquistas, sucesso e remuneração.

Muitas vezes o jovem inicia sua jornada nesse mundo desconhecido sem chances de pesquisar, de se inteirar em relação à empresa.  Ingressa na empresa sem saber o que realmente é esperado dele.

Mas o que é importante para esse jovem?

O que esperar do mercado de trabalho?

Se ele pudesse escolher o ambiente de trabalho, colega ou até mesmo chefes, o que ele escolheria?

A questão a ser analisada é: o quê as empresas devem fazer para que esses potenciais jovens talentos que estão dando esses primeiros passos permaneçam na empresa.

Neste texto vamos abordar as questões relacionadas do jovem talento com as organizações, desde o momento do recrutamento, até ao momento de mantê-lo e de prever como seria o seu crescimento na empresa.

Buscamos analisar também como ele se vê durante processos, estes que muitas vezes se tornam cases na visão de uma empresa, sem dar voz a inúmeros jovens profissionais

Esse jovem talento é o protagonista de toda jornada na empresa.

Importante destacar aqui que, tendo a chance de mostrar seu talento e motivação, o jovem sentir-se-á valorizado e irá gerar uma relação de ganha-ganha entre empresa e um futuro profissional de sucesso.

No atual cenário da economia, a informação está na ponta de nossos dedos. Em questão de segundos avaliamos, formamos opinião e nos posicionamos.

A tecnologia nos obrigou a ser assim, nos forçou a pensar rápido, questionar, ter milhares de informações e conhecimento em um aparelho de bolso por exemplo.

Evoluímos e crescemos neste ambiente dinâmico e hoje estamos no mercado, buscando aquilo que nos faz brilhar os olhos e por isso, nós jovens, podemos ser impulsivos.

Temos inúmeras empresas, desde pequenas a gigantes em seus ramos de atuação, algumas com mais de 100 anos no mercado e obtendo sucesso em função de seus modelos atualizados de gestão

Pensando em empresas mais tradicionais, nota-se que nossa geração já não almeja mais trabalhar em gigantes de sucesso como nossos pais e avós. Queremos é nos expor, correr riscos, não seguir o cronograma de uma vida formal e cheia de burocracias.

Visualizamos o mundo como uma janela aberta de possibilidades e o que fazemos pela empresa, pela sociedade e pelo o bem comum, acaba ecoando em nossas vidas e de pessoas ao nosso redor.

Está nos nossos olhos, ou melhor, na palma de nossas mãos a informação da enorme expansão no mercado de startups criadas por jovens, com pensamentos jovens, com ideias jovens, dinâmicas e com planejamento jovem.

Encontramos empresas conectadas e por dentro de todo o mundo, que instigam e deixam solta a criatividade, a expressão e o jeito jovem de trabalhar, sem amarras e processos que travam nossa sede por fazer a diferença.

Estas empresas não estão preocupadas com a perda de um jovem talento e sim com a possibilidade de criá-lo para o mundo. Estas empresas propiciam a tão sonhada liberdade de poder falar, sugerir, interagir e principalmente ser reconhecido pelo legado deixado na empresa.

Essas organizações sim estão preparadas para receber o jovem sonhador, ousado e criativo.

Agora temos também as empresas mais tradicionais, aquelas com o mesmo organograma, mais conservadoras onde os processos ainda são engessados e isso não é motivo de fracasso ou de má administração.

São empresas mais tradicionais onde o método vem dando certo durante anos e anos, mas se investigarmos como as pessoas enxergam essas empresas, podemos talvez perceber o motivo da insatisfação de um jovem nesse mercado “tradicional”. A empresa que não atualiza seus processos e estratégias ao longo dos anos, corre o risco ter os mesmos problemas, mesma (baixa) produtividade e os mesmos perfis de contratações adotados a tempos atrás.

O jovem hoje quer se conectar com a empresa, criar laços.

Para tanto, é primordial que a empresa dê a oportunidade de crescimento e desenvolvimento, tanto na área profissional quanto no lado pessoal.

Desta forma, ele poderá se ver como estará daqui a 5 ou 10 anos naquela carreira e naquele ambiente.

O mais importante de tudo para a empresa, no nosso entendimento, é que eles abracem a causa da empresa.

Pode ser clichê, mas o jovem que nasceu nos anos 90/00 não é o mesmo jovem que nasceu na década de 70 ou 80. Imagina o futuro jovem de 2020?

A tecnologia sem dúvidas será mais avançada. Por exemplo, hoje em meio à pandemia de covid-19, muitas empresas, por segurança, precisaram aplicar o modelo home office, uma tendência que virou realidade num piscar de olhos.

Até então ela não fazia parte do escopo de possibilidades de inúmeras empresas e foi necessário a adaptação, de forma imediata.

Outro ponto importante é que as  empresas precisam implantar no seu ambiente de trabalho a diversidade,  a inovação/criatividade, procurar ter lideranças inspiradoras, flexibilidade, planos de carreiras, tudo isso para buscar conectar os jovens talentos  aos valores da empresa e o mais importante disso tudo,  na nossa opinião, é criar a cultura do feedback.

A empresa deve definir responsabilidades compatíveis com as metas exigidas. Isso significa que a empresa precisa ter um acompanhamento das entregáveis, capacitando e fortalecendo ainda mais as competências que tornam o jovem talento ainda mais desenvolvido.

Devemos olhar o jovem, não somente como uma máquina de bater metas e sim ajudá-lo a crescer, dando o apoio necessário em um momento de inserção no mercado ou na troca de uma empresa por outra, ajudando-o a sentir aquele certo frio na barriga durante a descoberta da nova carreira.

De fato, concordamos que há muito a ser trabalhado nas empresas em relação a jovens talentos.

Precisamos olhar para esses diamantes ainda brutos com outros olhos pois sabemos que lapidados tem grandes chances de se tornarem pedras preciosas, trazendo riqueza para quem os mantém.

O jovem talento de 2020 já não tem o mesmo pensamento dos jovens dos anos 90/00 e isso torna mais evidente que as empresas precisam cada vez mais se atualizar e buscar na mesma velocidade, a direção que estes talentosos jovens estão se caminhando.

Autores:
Marcelo Carlz
Mariana Sandim Aguiar

Mariana e Marcelo sao alunos do MBA gestao de pessoas da Unisc e se destacaram durante a disciplina de Meritocracia corporativa.

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