O Home office hoje

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Para muitas pessoas, o home office (HO) veio como uma alternativa para aliviar o estresse diário da ansiedade do dia a dia, que ronda a vida constantemente e diminui aquela angústia de querer chegar em casa e se desligar da loucura do mundo corporativo, que no fundo acredita que rouba sua essência de ser humano, sua capacidade de se comunicar empaticamente, enfim recuperar sua saúde mental.

Com a questão da pandemia, o HO tornou-se uma ferramenta fundamental na gestão das empresas.

O desafio de vivenciar o home office tornou para cada pessoa uma vivência única, unilateral, uma quebra de crenças, recheada de emoções positivas e negativas como o medo, a raiva, a tristeza e às vezes humor deprimido que poderá ser representada por sentimentos de prostração, perda de interesse e prazer, distúrbios de sono e na alimentação, cansaço e déficit de concentração.
Quando um destes sintomas ou vários se tornam evidentes está na hora de buscar ajuda de profissionais competentes especializados em saúde mental.

Tudo se deve ao fato de que, no contexto HO, estamos longe das pessoas e ao mesmo tempo muito perto da imaginação, isto quer dizer que temos “liberdade” para criar histórias ou percepções inadequadas ao conversar pelas plataformas digitais – WhatsApp, Zoom, Google Met, entre outras, por algo que se diz, se escreve ou ainda quando se justifica a não entrega de determinado trabalho.

A tecnologia nunca esteve tão presente em nossas vidas, mostrando que ela é uma aliada na sobrevivência das pessoas, capaz de estreitar o isolamento físico, criar novas maneiras de trabalho e reinventar profissões.

Para alguns profissionais, estar fisicamente distante de ambientes corporativos pode refletir na redução das chances de recebimento de reconhecimentos – tanto financeiros, quanto não financeiro e isto pode ser frustrante e implicar na redução da autoestima.

Alguns profissionais tem dificuldades em reconhecer os benefícios do HO pode trazer, como: convívio familiar, cuidar da alimentação, realizar as leituras que já estavam programadas, ver algumas séries que sempre quis ver, acompanhar o crescimento dos filhos e reduzir despesas, mas tudo isto foge à mente, quando a ansiedade começa se instalar.

Os pensamentos repetitivos não cessam, dificuldades com o sono e o medo do amanhã começam a ser perceptíveis.

Fundamental neste momento é a criação de uma rotina de trabalho para si e para os membros da família, sob risco de se criar um enorme estresse ou surgimento de sintomas de depressão por encontrar problemas em realizar as tarefas até simples do dia a dia.

A frustração pode tomar espaço, assim como o sentimento de insatisfação e de incapacidade, pode ocasionar na redução/perda de energia.

Sabe-se através de Conselhos de Medicina (telemedicina) e o de Psicologia, que neste período de pandemia, há um aumento da procura de atendimentos psicoterápicos on line, no sentido de entender este turbilhão de sentimentos, como medo, raiva, culpa, ansiedade e estresse.

Este é o momento de aproveitar para dar uma parada e ressignificar psicologicamente nossas atitudes, nossas posições frente a este novo mundo organizacional, pessoal, procurando adicionar atitudes criativas, positivas, como de forma de resgate do valor das coisas boas e simples da vida, de nos tornarmos pessoas melhores, menos egoístas e consumistas.

Nada voltará a ser como era antes.
Parece piegas dizer, mas a tecnologia tomou seu espaço no trabalho e na vida das pessoas. É preciso que capturemos o lado positivo da tecnologia e tirar o que ela tem de melhor para melhoria das nossas vidas e não lutar contra ela.

O importante é a intensidade com que os sentimentos serão vividos.
Devemos prestar atenção porque o sentimento da raiva pode aflorar.
Teremos que trabalhar um luto que não estamos preparados onde a dor de hoje pareça muito forte.

Psicologicamente, entendemos que isto é possível, se renovarmos as relações pessoais e que isto somente é possível quando cada um conseguir mudar o significado de algo já realizado/vivido e que obtenha as respostas esperadas pela própria aceitação da mudança em sua vida pessoal, profissional e familiar.

Algumas empresas, neste momento, já percebem que seus funcionários podem estar enfrentando a pandemia com diferentes graus de sofrimento.
Elas estão preocupadas com a saúde mental de seus funcionários e estão criando programas que criam conexões que reforcem o sentimento de pertencimento. Ações, na maioria das vezes bem simples, mas que trazem resultados muito positivos, tanto para as pessoas, quanto para as organizações que veem sua produtividade aumentar em relação ao trabalho presencial.

Este é o momento em que as empresas devem mostrar sua preocupação genuína com as pessoas e praticar a responsabilidade social interna.

Um cuidado importante para o trabalho remoto é atentar-se para possíveis desafios com os meios de comunicação on line.

A empatia assume um papel importante nas relações interpessoais dentro das organizações. Ser empático auxilia na concretização da ação da equipe, neste cenário e poderá ser uma forma de aumentar a probabilidade de que haja colaboração nas interações dos processos da organização.
As respostas poderão surpreender e trazer elementos importantes sobre como seguir com o trabalho.

O líder tem um papel importante e essencial, pois deve favorecer e criar elos de confiança para que as pessoas do time não percam a sinergia e compromisso com o propósito da empresa.

Novas formas de interações sociais estão sendo criadas nas nossas vidas pessoais, familiares e profissionais.

No ambiente corporativo, o elemento tecnologia, veio para ficar e teremos que aprender a incorporá-lo na nossa rotina de forma rápida.
Novos cenários estão sendo construídos e temos que nos adaptar a esta realidade, criar novas conexões.

O homem é capaz disto, só depende dele.

Autores:
Antonio Silvano Szezecinski - Fundador & CEO IBMérito
Maria Alice Mota - Psicologa e Partner do IBMerito

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