A Tecnologia nos aproxima, a Comunicação nos conecta

A Tecnologia nos aproxima, a Comunicação nos conecta

O “novo normal “seria tão novo assim?

Eu acredito que tudo estava se encaminhando para que chegássemos neste ponto, apenas fomos obrigados pelas circunstâncias da pandemia mundial do Covid 19 a entrar de forma muito rápida na “mentalidade digital “. Netos e avós se viram alfabetizados ao mesmo tempo, bem como empregados e patrões tiveram que correr neste processo   para a sobrevivência dos empregos e das organizações.

E as conexões humanas?  Ao trabalhar a muitos anos nas universidades sobre  a importância dos valores sociais nas organizações, onde o ser humano é considerado centro   da sustentabilidade,  pude observar, que a humanidade já caminhava pelo que acredito  ser o fundamento do “ novo normal”: o grande desafio de equalizar a tecnologia com as conexões humanas para preservar a saúde  das pessoas e das organizações.

Em 2008, Kotler já afirmava que o marketing centrado nos valores do ser humano pleno deveria considerar a mente, o coração e o espírito, e, que através do neuromarketing encontraríamos a resposta para esta equação onde haveria um ponto de encontro entre a mente, a emoção e os valores. Constatava que poderia haver uma evolução nas tomadas de decisões do lado esquerdo para o direito do cérebro se as ciências, as artes, fossem mais impulsionadas pela tecnologia, inovação e criatividade.

Em 2010, Guilherme Guaragna, administrador de empresas, afirma num trabalho para a ADCERS que se fazia necessário uma profunda reflexão acerca do caminho que a sociedade tem trilhado, em nome do desenvolvimento, na busca da felicidade, do bem estar social e do convívio harmônico com o meio ambiente.

Em 2019, dando um pulo no tempo, vamos encontrar a empresária e relações públicas Ariane Feijó, editando o livro INBOUNDPR onde afirma que “o digital mudou o ambiente onde nos comunicamos, mas não mudou a nossa necessidade de conexões”.

Nesta caminhada percebemos que estamos num momento de grandes decisões pois   vivemos numa revolução tecnológica e que ainda não entendemos muito bem, mas pudemos identificar que a ciência se integrou com a tecnologia e produção fortalecida pela internet num ambiente global. Ao mesmo tempo estamos entrando noutra revolução, a do conhecimento e da comunicação, onde   a robótica, inteligência artificial, realidade aumentada, big data, nanotecnologia, impressão 3d, biologia sintética estão sendo apresentadas como opções no dia a dia  e  como estas podem influenciar nos princípios das organizações e no de seus públicos de influência.

O momento é de um relacionamento e diálogo sincero, da organização com a sua comunidade, que não tem mais limites geográficos, mesmo que difícil. Com o advento das mídias digitais qualquer pessoa pode se transformar num influenciador positivo ou negativo da reputação de um produto, pessoa ou da imagem da organização. Trabalhar conteúdo, palavra por palavra e imagens merecem um cuidado especial para não gerar dúbias interpretações. Perder clientes ou futuros clientes é muito fácil, pois a opinião pública está muito mobilizada, reunida em grupos e na maioria no anonimato onde se torna fácil opinar sem medir consequência. Outra característica do acesso à tecnologia que complica nos relacionamentos é que se tornou mais fácil passar informações, nem sempre verdadeiras (fakenews) e também em excesso o que dificulta a análise e tomada de decisão no mais importante.

Estamos construindo este “novo normal” em todo mundo onde mais do que nunca conseguimos entender a influência e a importância dos relacionamentos na “família humana”, nas organizações e nas nossas casas.

Autora: Laury Job
Corregedora do Conferp Conselho Federal de Relações Públicas / Parceira do IBMérito

Rolar para cima